As belezas naturais do Litoral Norte escondem por trás de suas paradisíacas praias e da agitada vida noturna na temporada de verão uma realidade ainda pouco conhecida pelos turistas. As constantes mudanças no meio ambiente têm afetado diretamente a qualidade de vida dos caiçaras que moram em comunidades artesanais e de pesca, levando essas pessoas a apresentarem quadros de depressão associados às condições socioambientais onde vivem. A análise é resultado de estudo coordenado pela socióloga Sônia Regina da Cal Seixas, pesquisadora do Nepam (Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais) da Unicamp (Universidade de Campinas). O trabalho relaciona os impactos da especulação imobiliária e da indústria do turismo veranista ao cotidiano dos caiçaras. Para ela, as mudanças socioambientais deflagram conflitos, abafando ou modificando valores típicos de quem mora no litoral. De acordo com a pesquisa, tais transformações têm significado negativo para determinadas pessoas, que são afetadas em sua qualidade de vida –seja em condições objetivas, como moradia, transporte, emprego e salário, ou em questões subjetivas, como culturais, afetivas e espirituais. "O resultado é o sentimento de estar fora dos padrões, de rejeição e segregação. Fatores que conduzem a um grande desgaste psíquico e emocional", explicou Sônia. Estudo realizado por pesquisadores da Unicamp associa quadros de depressão em caiçaras de comunidades de pescadores às mudanças socioambientais no Litoral Norte
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Henrique dos Santos
SJCampos / SP
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