NATAL
O verso & o reverso
Fernando Reis Costa
***
Causa-me certa impressão
falar-se tanto em Natal,
como dia especial,
em que se trocam lembranças,
se fazem grandes festanças
nas famílias abastadas,
quando há tantas crianças
e famílias desgraçadas!
Porquê só uma vez no ano
se celebra este dia?
Tanto se esbanja e consome,
quando se esquece, afinal,
as criancinhas com fome
(e tantas há neste mundo!)
Tantos velhos e doentes
que não podem ter natal!
Os sem-abrigo nas ruas
num sofrimento profundo
passando a noite ao relento...
E quantos não têm nada:
só o frio, a chuva, o vento
e a cama numa calçada!
E tanto pão que se estraga!
(basta ver os contentores
do lixo, no outro dia):
bolos e pão com bolores
brinquedos caros, flores...
quanta fome saciava!...
Papel de enfeitar, às cores,
que só dá p'ra agasalhar
esses pobres, sem amor,
sem família, sem NATAL
numa vida marginal!...
E tantos com mesa farta,
na rua da hipocrisia,
no chalé da falsidade
nos palácios, na cidade!...
Mas outros... sem alegria,
sem família, sem ter nada...
nada têm nesse dia:
- só as pedras da calçada!
E o homem não percebe
que o outro homem merecia
ser como Deus o concebe,
tratando igual por igual.
O homem da hipocrisia,
apenas vê um Natal,
quando o Natal bem devia
ser Natal em qualquer dia!
qualquer dia ser Natal!...
que faço para vocês com tanto carinho."
Formatação: Leonardo Creations
Belo Horizonte - MG
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