| AO VIANDANTE Tu que passas e ergues para mim o teu braço Antes que me faças mal, olha-me bem. Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de inverno. Eu sou a sombra amiga que tu encontras quando caminhas sob o sol de agosto. E os meus frutos são a frescura apetitosa que te sacia a sede nos caminhos. Eu sou a trave amiga da tua casa, a tábua da tua mesa, a cama em que descansas, o leme do teu barco. Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada. A madeira do teu berço e do próprio caixão. Eu sou o pão da bondade e a flor da beleza. Tu que passas, olha-me bem e... NÃO ME FAÇAS MAL P.S- Inscrição ao pé de uma árvore nos jardins do Castelo de São Jorge em Lisboa | ||||||
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