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[MISTURANDO-IDEIAS] encontrei esse texto entre os trabalhos do tempo da faculdade



Gaveta

"Eu estranho sendo eu. Me estranho perante os outros. Estranho os outros perante mim. Estranho os outros perante mim e ele mesmos.
Estranhar depende da rua, do mato ou da fase da lua.O estranhar depende de como estamos. Nada se perde, todo ser se transforma, faço parte da natureza e não posso fugir das leis que a rege. As coisas são dependentes, interligadas, mas não há linearidade, causa e efeito hermeticamente fechados. A questão de espaço-tempo é maior que qualquer causalidade, é uma relação formadora, constituinte, geradora, uma rede de relações.
Pode ser esse momento de escuta silenciosa, o momento em que assumo suas propriedades e a experimento, me tornando mais sensível ao que me rodeia, retirando as camadas de proteção que me isolam do mundo, que reduzem meu contato com o meio de onde a absorvo.
Estranhar, independente de ser tudo, todo ou nada. Estranhadores juntos, estranharam e estranharão algo. O que resta é me adaptar à presença de estranhamentos. Essa adaptação não é sinônimo de cegueira, que por sua vez, não é sinônimo de estaticidade, já que o homem é ser dinâmico e complexo, ser que nega a constância. 
Tenho muito a conhecer. Nada possui ordem, sentido, sendo esta a própria ordem e sentido.
A frustração/choque é a força que me move, sujeito que sou. Tenho que desprender energia para me movimentar, criar , destruir e reconstruir... viver.
Ambiente. Interagimos enquanto somos nosso espaço. É tudo porque nada se separa. Acoplamentos que tem neles mesmos seu estar, seu funcionamento.  Meios de estar.
Nessa interação/vida produzo satisfações, crio mais necessidades, tenho mais desejos, sofro frustrações e me faço entre esses fatores. Cientistas atribuem denominações cruéis ou realistas com o intuito de nomear os enganos, as verdades. Determinam quem são os espelhos, quem são os mares para acalmar e atribular tantas verdades, tantos enganos.
Sou verdades mutáveis e, como mutantes, imprevisíveis. A beleza de ser ser humano.
Existem pessoas tão belas quanto eu, tão ruins como eu. Pessoas tão diferentes e por isso tão parecidas.
As teorias não sei exatamente onde estão, deve ter sido tudo ledo engano. Ou não.
O caminho a seguir dependerá de onde se quer chegar, resposta sábia dada a Alice enquanto no País.
Que depois de tantos encontros e desencontros, encontrou o caminho de casa simplesmente abrindo os olhos."


Encontrei esse texto entre trabalhos do tempo da faculdade.

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