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[MISTURANDO-IDEIAS] A Bendita maldição!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A Bendita maldição!

MURILO NUNES AZEVEDO

 

"Nada é uniforme na natureza. 

A Terra é cheia de irregularidades que vão desde o deserto mais inóspito até o pico nevado da montanha. Os seres humanos seguem a mesma lei. 

A grande maioria, entretanto é plana, sem qualquer atração. 

Só poucos seres, psicologicamente falando, atingiram a culminância da montanha.

Pouquíssimos são os Himalaias do espírito. 

Esses picos isolados não são compreendidos pelos homens da planície. Surge daí, o ataque, a crucificação, as lanças, as balas, a cicuta, os aviões assassinos cruzando os céus, recursos usados pela mediocridade em defesa de sua tranquilidade ameaçada".

Uma análise mesmo superficial do mundo e dos seres humanos mostra a predominância do egoísmo e do separatismo, divisões e fronteiras, castas e linhagens, ricos e pobres, brancos e negros, luxo e miséria, mansões e tugúrios. Sempre as divisões pulverizando na heresia da separatividade.

Os ensinamentos de Jesus, a Paternidade Única, de um só e mesmo Deus, e a Irmandade dos homens, não existem de fato, e não é aceita.

Na verdade o homem não tem vontade nem interesse de compartilhar, servir, ajudar os menos abonados pelo destino, mas vivem numa redoma de egoísmo e isolamento.

Não há de fato colaboração, respeito pelo bem comum, conduta reta, e ações altruístas e construtivas.

A ganância nefasta e a intolerância imperam. O ganhar a qualquer custo, adicionando sempre, e a subtração pela conduta malsã é norma de conduta.

O semelhante chora suas lágrimas no anonimato, sem esperança de ter uma mão amiga, porque o desinteresse pelos problemas alheios impera.

Ainda para enegrecer o horizonte planetário existe a crueldade, o latrocínio, e todas as nuances do roubo. Rouba-se o mérito alheio, a honra, a dignidade na competição suja, no ardil que viceja nos porões contaminados da malignidade.

O egoísmo dos poderosos grupos econômicos ultrapassa todas as fronteiras da decência e reta conduta.

O cidadão probo, cumpridor do dever cívico, é tido como estranho.

Quem não enquadrar-se no conluio do interesse menor, é alijado do grupo, por ser considerado estranho.

Polui-se o planeta, sujam-se as nascentes, contaminam-se os oceanos, envenenam-se a atmosfera, e a sujidade dos mundos internos do ser humano é despejada fora no mundo exterior, e por isso prolifera a insegurança e a maldade, a corrupção e a mentira, a dissimulação e a impunidade.

O pântano interior evadiu-se para o exterior, e fez do mundo externo um território de ninguém, habitado por um covil de serpentes venenosas.

A esperada reação do Universo trará dor e ranger de dentes!

O Tempo espera com paciência!

Anamastê!

 

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