Banda irlandesa proibiu, por contrato, a venda de ingressos mais caros para a pista mais próxima ao palco
texto Rodrigo Levino, imagens mil coisas
Em setembro deste ano, quando Tom Morello, guitarrista da banda Rage Against The Machine, incitou o público do festival SWU, em Itu, a invadir a pista vip do evento que aconteceu um mês depois da mensagem postada em seu Twitter, a discussão sobre a área privilegiada em grandes shows tomou fôlego entre público, produtores e jornalistas.
Privilégio para donos de gordas contas bancárias ou fãs sacrificados, as áreas vip tem sido bombardeadas por motivos justos. Segrega, é excludente e seleciona os que podem pagar, não necessariamente os que gostam mais do artista. Sob a alegação de conforto, quase nunca cumprido, preços exorbitantes que nos últimos dois anos oscilaram de 700 a 1.680 reais, são praticados para atender uma demanda que existe e nem por isso é justa.
Se o Rage Against The Machine, com o seu socialismo de boutique, conclamou à burla da mureta que separava as áreas do SWU – embora tenha se submetido à imposição do festival – nada soou mais justo e agradável aos fãs brasileiros nos últimos tempos que o anúncio do show da banda irlandesa U2, em abril de 2011, no estádio Morumbi, em São Paulo.
Sem área vip, por exigência contratual, e com ingressos mais baratos próximos ao palco, um bom exemplo será dado quando, por esforço próprio, o de correr quando os portões do Morumbi se abrirem, cada fã se acomodar onde melhor lhe aprouver.
Ainda assim, é inútil esperar que a iniciativa da banda na atual turnê 360º se torne regra no Brasil. As produtoras não arredam o pé dos preços e do lastimável cercadinho. Inclusive a Time For Fun, que trará o show. "Nunca vamos abolir a área vip. Ela existe no mundo inteiro", foi o que a empresa alegou a reportagem do site de VEJA. A exceção será revogada assim que o grupo deixe o país.
Não há, entre os ouvidos pelo site de VEJA, que fogem do assunto, a menor disposição nesse sentido. Sob a alegação da demanda que esgota ingressos em questão de horas, como uma aceitação tácita da prática e dos preços cobrados, é melhor aproveitar o grandioso palco do U2 e, mesmo se não for muito fã, assistir ao espetáculo nas pernas de Bono Vox, para se sentir justiçado pelo menos uma vez na vida.
Com o impasse criado por quem não pretende abolir o formato, só resta ao público duas opções: a resignação ou o boicote. Dada a oferta cada vez maior de grandes shows no Brasil, é improvável que a segunda surta algum efeito, inclusive porque são poucos os que querem perder a vinda dos seus ídolos e a oportunidade, caso possa pagar, de vê-los de perto, submetendo-se aos preços abusivos.
Por isso, depois de gastar os tubos na turnê Up And Coming do ex-beatle Paul McCartney no Brasil, cujos ingressos da área vip custavam 700 reais e ainda foram colocados à venda, primeiro, para clientes de um banco patrocinador, é bom separar o que pode ser gasto já no começo de 2011 com os shows da inglesa Amy Winehouse ou do roqueiro Ozzy Osbourne, com pistas vip em São Paulo que vão de 600 a 700 reais.
Haja dinheiro. Haja injustiça.
Leia também
U2 fará 3 shows no Brasil em 2011
Coldplay no Rock in Rio 2011
Metallica no Rock in Rio 2011
--
Postado por Jerry William no .: Mil Coisas em 12/02/2010 06:38:00 PM --
::Conectado::
Humor Sadio-Tecnologia-Hot Links-Artigos Interessantes
Para CANCELAR a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para
conectado-unsubscribe@googlegroups.com
MODERADORES:
Armando Zara, Carlos Canto, Marcelo de Toledo, Ricardo Miranda e Victor Bacellar.






0 comentários:
Postar um comentário