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[MISTURANDO-IDEIAS] NASCER É SUICIDAR-SE...

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

NASCER É SUICIDAR-SE...

                                              Maísa Intelisano

Pensar é inevitável, mas também nos consome energias e, portanto, também nos aproxima mais e mais da morte. Seria pensar um suicídio?

Já repararam que é impossível viver sem caminhar fatalmente para a morte? Então, viver é suicidar-se??? Mas se eu não quiser viver, e quiser morrer, serei suicida também...

É muito fácil condenarmos o que não compreendemos. Ou continuarmos a condenar aquilo que aprendemos ser condenável, sem questionar. E é assim com o suicídio...

A morte é um tabu entre nós. Um assunto quase proibido. Que dirá da morte desejada, da morte auto-inflingida, da própria morte planejada?

Aprendemos que a morte é ruim, é triste, é dolorida e que, portanto, ninguém deve desejar a morte. E isso vem nos criando uma série de outros problemas e dores, pois quanto mais vivemos, mais próximos ficamos do momento da morte, sem conseguir saber exatamente como e quando ela virá! E aí temos uma sociedade que paga para não envelhecer, de jeito nenhum, pois envelhecer significa se aproximar da morte.

O grande "medo" talvez seja que o suicida, de repente, esteja "certo". O grande "medo" talvez seja descobrir que todos podemos ter o desejo de morrer. O grande "medo" talvez seja perceber que todos somos suicidas em potencial. O grande "medo" talvez seja darmo-nos conta de que temos sido suicidas desde o dia em que nascemos.

 

Paz e Luz

Namastê

 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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[MISTURANDO-IDEIAS] NOSSAS POSSIBILIDADES DE ESCOLHAS SE REDUZEM A CADA PASSO

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

NOSSAS POSSIBILIDADES DE ESCOLHAS SE REDUZEM A CADA PASSO

Ingrid M. Friedrich

"Tudo me é licito, porém nem tudo me convém".

(Paulo de Tarso)

Estamos realizando escolhas a cada segundo, mais ou menos importantes, conforme o nosso livre arbítrio, baseado em nossas crenças e valores. A parábola da criação de Adão e Eva, simboliza a escolha entre obedecer à diretriz e se manter num ambiente onde existe a perfeita ordem porém sem novas experienciações, e a de vivenciar o novo, proibido (que gera medo), e com isto colocar em nossa vida a desordem e a necessidade da reorganização.

Para nós a escolha primeira, para evoluirmos, está em seguir a Luz, buscando o conhecimento, a experimentação, o aprendizado do erro e do acerto, ou se manter nas trevas, onde ficamos parados, pois não enxergamos o caminho, não temos acesso as nossas habilidades e ações.

Ao nascermos, saímos do útero materno, escuro, porém confortável e seguro, para a Luz, e o desconhecido, para uma aventura no desconhecido. E depois de encarnados, podemos seguir o fluxo da energia que busca o equilíbrio, ou buscar o desafio de vivenciar o caos, causado pela separação (individuação) da força criadora.

Quando optamos pela Luz da vida na matéria, já reduzimos nossas escolhas futuras em 50%, pois não nós é mais permitido escolher ficar nas trevas, e ao seguirmos a Luz, podemos optar por inúmeros caminhos, sendo que em geral nossos pais, já buscam nos colocar na escolha realizada por eles o caminho de uma filosofia ou religião, o que estreita nossas opções, sem que o percebamos a uma trilha estreita, pois pouca coisa nos permanece licito segundo o que nos ensinam, pois nos mantemos fieis a este caminho, que por ser conhecido nos é confortável.

Mas também a cada escolha a nossa meta fica mais clara no horizonte, sem os véus da ilusão. No cristianismo nossa opção é pelo Amor de Jesus; no Budismo buscamos a iluminação e o caminho do meio, no xamanismo vamos de encontro à reconexão com a Natureza; na alquimia estudamos a autotransmutação. Mesmo na ciência, ao buscarmos a compreensão das energias e sua organização, para respondermos as perguntas quem sou, de onde vim e para onde vou, temos um longo caminho à frente.

E a cada momento podemos mudar o foco de nossa escolha, cada caminho traz um aprendizado útil, mas nem todos os caminhos podem nos convir. Uma lenda esquimó, diz que nossos caminhos são como os dedos das mãos, podemos seguir todos eles, mas se não for aquele onde esta nosso aprendizado desenhado em nossa palma, voltaremos sempre à mão, sempre, buscando um novo inicio, até seguirmos aquele caminho que nós convém para evoluirmos.

Paulo de Tarso nos mostrou a possibilidade da mudança ao deixar de seguir a lei romana e seguir a filosofia cristã e nos forneceu um exemplo de como conciliar vários caminhos no seu, ao se adaptar as crenças dos locais onde pregava, de forma positiva.

As escolhas, os caminhos podem diferir, mas o objetivo é o mesmo, realizar a evolução do Homem, de seus instintos animais, ao ser social, e ao estudar as varias possibilidades sem nos prendermos a diversidade das formas e sim indo a fundo em seu conteúdo, poderemos observar que elas possuem muitas similaridades de valores, e quando mais de uma filosofia cujo nascimento é distinto nós traz ao mesmo ponto, há uma grande probabilidade de este ser uma etapa evolutiva por estar mais próximo a verdade maior, neste momento nossas trilhas estreitas se unem novamente, criando a nossa frente uma bela estrada, bem pavimentada e florida, e nossa oportunidade de escolher volta a se tornar infinita, pois nós tornarmos no Ser Espiritual que é capaz de integrar em si mesmo a razão (pensamento), a ação (realização) e o amor (sentimentos, intuição) e abrir mão do caminho egoístico da realização na pequena visão que temos do Todo como algo externo a nós, e nos permitimos entrar no fluxo da energia que segue um único caminho, o de transformar a desordem em equilíbrio, o caos em harmonia, as feridas emocionais em amor em ação, e neste momento deixam de existir sombras em nosso viver, pois para nosso Espírito tudo já lhe pertence e é conhecido.

Este é um caminho difícil, pois exige que nos libertemos de velhos e confortáveis paradigmas, de encontrarmos um modo de viver, que não é o que a sociedade nos diz que é Normal, mas sim vivenciar o que nosso Espírito nos diz que é Natural.

Ao sairmos da zona de conforto, encontramos através do autoconhecimento obtido pela vivencia de múltiplos caminhos, o acesso a próxima etapa de nossa evolução, o Homem Espiritual, que é capaz de agir de forma equilibrada no plano material, emocional, mental e espiritual, dedicando a mesma atenção e esforço a cada um deles, de forma a incorporarmos nosso Espírito e sermos plenos com ele, nesta manifestação atual. Um individuo, como uma arvore nos ensina, que suas raízes (habilidades do inconsciente) devem ser capazes de sustentar seu caule (mundo material) e sua copa (mundo espiritual), de forma que a maior tempestade não seja capaz de derrubá-la ou quebrá-la.

Para isto, basta aceitarmos o desafio, de através do conhecimento de quem realmente somos trazer a Luz para brilhar sobre as qualidades e habilidades que ainda não encontramos em nós mesmos, porém apenas aguardam que as cultivemos para como uma semente possam germinar e gerar uma bela arvore, com flores e frutos.

 

Paz e Luz

Namastê!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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